Ultimamente estou em estado de contemplação da música. Em especial ando escutando muito o Frejat – no fundo penso quão feliz é sua esposa se ele realmente é o que canta.
Frejat canta a espera pelo amor que nunca o deixa em paz, das fraquezas do sexo masculino – que eu, particularmente até então desconhecia – da consciência de um amor forte, eterno que paga o preço para dizer: “amor meu grande amor” ou “exagerado, jogado aos seus pés…”. Convenhamos, quem de nós mulheres não aspira palavras como essa de nossos mortais, porém não menos complicados amores. Quantas vezes você já desejou uma musica do Frejat, um poema de Vinícius ou uma frase tirada do pensador.com do Shakespeare como depoimento no orkut, daquele infeliz que não sabe dizer o quanto te ama? É, somos todas normais.
Ao observar a vida sentimental que me cerca, descobri não ser uma exceção, se tratando de: “sozinha sem saber por quê?”.
Eu sei mulheres, até mesmo vocês que freqüentam as inúmeras baladas estão a ponto de soltar fogo pelas ventas com o tipo de homem que não sabe o que quer da vida e foge de relacionamentos sérios como quem esta prestes a cair num abismo desconhecido. E não gastarei meu pouco conhecimento sobre isso, porque sinceramente nem eu entendo, mas confesso acreditar na possibilidade de homens do tipo Frejat. Aquele que mesmo você sabendo que morre de amores por você, ele chora mas explica: “lagrima são água, caem do meu rosto e secam sem tocar o chão…”.
Como é irresistível a luta do instinto masculino de encobrir seus sentimentalismos, esquivar de parecer frágil e perdido como nós, mulheres, que deixamos transparecer a toda hora.
Não me julguem sonhadora fora da realidade. Quando falo em homem tipo Frejat falo do homem real que procura um amor pra recomeçar, que lhe faça bem e afirma : “e eu vou trata – lá bem pra que ela não tenha medo quando começar a conhecer os meus segredos” - quem de nós teria medo?
Não há nada de impossível em se dedicar a uma pessoa, de arriscar que ela seja seu grande amor. Confesso que desanimo com as explicações de alguns amigos, que afirmam o sentimento levianamente permitindo envolver-se sem amar, sem sofrer, sem doar um pouco – tudo, seria pedir demais – um pouco de si. Eu espero que você pense diferente e “desejo que você tenha a quem amar, e quando estiver bem cansado ainda exista amor pra recomeçar…”.
Sugiro aos homens de plantão que leiam o livro de Cânticos dos Cânticos, e aprendam que é normal sofrer de amor…
Enquanto Ela Não Chegar (Frejat)
Quantas coisas eu ainda vou provar
E quantas vezes para a porta eu vou olhar
Quantos carros nessa rua vão passar
Enquanto ela não chegar
Quantos dias eu ainda vou esperar
E quantas estrelas eu vou tentar contar
E quantas luzes na cidade vão se apagar
Enquanto ela não chegar
Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Quantas besteiras eu ainda vou pensar
E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar
Quantas vezes vou me criticar
Enquanto ela não chegar
Eu tenho andao tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar, é deixar
É deixar viver
É deixar viver
